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- Aristóteles coloca-se em posição contrária
à filosofia platônica. Para Aristóteles, todo e qualquer
conhecimento deve ter como origem a experiência, a empiria vivida
no mundo sensível. Não existe, para ele, o dualismo de Platão
(inteligível X sensível).
- Aristóteles é o primeiro a classificar a ciência.
Para ele, existem várias formas de conhecimento:
· Conhecimento Teorético: teoria, contemplação. Conhecimento cujo objeto independe do homem (ex.: lei da gravidade, astronomia). É um conhecimento exato, preciso, rigoroso e através do silogismo (raciocínio demonstrativo) chega-se às premissas.
· Conhecimento Prático: o objeto é a própria ação humana. Ex.: ética e política. Ciências que tentam identificar o que é o bem agir. Para Aristóteles, ética e política são ciências que não partem de premissas exatas, e sim de opiniões (P/ Platão tenho que me libertar da opinião). Discute-se a opinião para ver o que é falso ou verdadeiro. A verdade é que vai dar o conhecimento prático (não é precisa).
· Conhecimento Produtivo: é o conhecimento a respeito daquilo que a ação humana produz. Ex.: arquitetura, medicina, poesia. O objeto do conhecimento não é a própria ação, e sim o que ela produz.
Obra ÉTICA objetivo de Aristóteles é buscar o que é o bem agir FELICIDADE.
Quais as ações que nos levam à felicidade? São
as ações virtuosas.
O que é a virtude? O que é a excelência de caráter?
A virtude é o justo meio entre dois extremos, um por falta, um por
excesso. A virtude da alma está nesse meio termo, que varia de acordo
com cada um (cada um nasce com determinada pré-disposição).
O QUE É O HOMEM JUSTO PARA PLATÃO?
Para Platão, o homem possui uma alma
composta de três partes: a concupiscente, localizada no ventre, reguladora
dos sentidos; a parte irascível, localizada no peito, controladora
das vontades; e a parte racional, localizada na cabeça, responsável
pela sabedoria.
Desse modo, o homem justo será aquele
que tiver uma alma harmônica, ou seja, na qual a ordem natural seja
respeitada. A Natureza estabelece que o homem seja orientado pela razão,
abandonando os seus desejos carnais e vontades, tornando-se então
justo. Assim, a parte racional é a que prevalece e governa as ações
do homem.